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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Liberdade

Liberdade: Palavra que infelizmente tem perdido um pouco de seu significado. A população não quer buscar a Liberdade. É difícil, é incômodo, é preciso sair de sua zona de conforto. Por isso tem aparecido muitos "Revolucionários virtuais", que vivem compartilhando imagens e gritos de ordem por redes sociais e afins. É mais fácil, é prático e dá a sensação de participação. Infelizmente, apesar das redes sociais terem, hoje, um incrível poder de difusão de idéias e informações é na rua onde se consegue mudar alguma coisa. Não só gritando nas ruas, mas indo onde a Liberdade é ferida, onde a dignidade humana não é respeitada, é sensibilizando-se diante de injustiças e agindo para mudar tal situação.

Escrevo Liberdade em maiúsculo porque acredito que seja mais que uma palavra, é uma perspectiva. É a busca pela Liberdade que faz com que queiramos mudar o mundo. É essa busca que nos sensibiliza diante de injustiças sociais, corrupções e todo tipo de coisa que corrompe nossa sociedade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O seu mundo

O mundo muda todos os dias
Mas você pensa que o mundo desabou
Não é nada complicado demais
Você apenas ainda não se acostumou

Você pensa que está fraca
Mas está enganada
Os medos, as dúvidas, os desejos
Isso é tudo tão natural

Se precisar de um amigo
Eu estarei aqui
Porque todo meu mundo melhora
Quando você sorri

E você tem o mundo nas mãos
Só que ainda não sabe

domingo, 12 de fevereiro de 2012

É pra você

Eu finjo que te ignoro
Pra lhe chamar a atenção
Finjo que não me importo
Mas não tem como dizer não

Mesmo não sendo intencional
Eu te vejo em tudo que faço
Acho que é loucura minha
Ou pura obra do acaso

O teu sorriso me faz sorrir
E eu o vejo em toda parte
No vento, no sol ou na grama
Na rua, no parque ou na lama

É difícil te falar
Mas com poesia eu me atrevo
Queria que percebesse
Que é pra você que escrevo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O grito

O grito por justiça
Arde nos corações indignados
O grito por justiça
Faz tremer homens fardados

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Copo vazio, cigarro apagado

Eu não sei o que procuro
Eu nem sei porquê estou aqui
Correndo atrás das folhas no chão
Esperando te encontrar no vento

Teu rosto não está na água
De nada me serve este lago
Não está na chama do isqueiro
Mas está na fumaça do cigarro

E aos poucos você se vai
Deixa o vento te levar
O cigarro acabou agora
Não tem mais fumaça no ar

Novamente contemplo teu rosto
Dentro do copo de conhaque
A beleza amarga invade meu corpo
Copo vazio e cabeça cheia

Onde mais posso te encontrar?
Onde mais posso me afundar?
Qual vício me mata primeiro?